14.4.05


CASA













Minhas cores e contrastes vibrando, por todos os lados.

coisas da JAMILA MAIA - 10:25 PM

E fez-se o verbo:

_________________________________________________

7.4.05





Por três dias e três noites
Chorei como deusa egípcia
Acocorada sobre a areia.

Depois, durante uma semana
Verti quarenta mil lágrimas atlantes -
Do olho direito descia mel, do esquerdo escorria sangue.

Esmurrei meu peito de princesa africana
Num lamento infrassônico
Que rachou minhas costelas por dois séculos.

Uma era astrológica depois
Encontrei botões de rosa e diamantes
No chão que meus olhos regaram.

Germinares silentes:
é assim que Deus me explica seus porquês.

coisas da JAMILA MAIA - 3:38 PM

E fez-se o verbo:

_________________________________________________

5.4.05




A SONDA NASOGÁSTRICA QUE PROLONGA A VIDA DAS COISAS


- O que é que o papa e Terri Schiavo têm em comum?
- Hum, suas mortes causaram comoção mundial?
Sim, tá bom. Mas ambos foram em algum momento alimentados por um tubo que ia de suas narinas até o estômago, e é disso que eu quero falar hoje. Nos últimos dias, esse tímido aparato da medicina moderna foi, de certa forma, protagonista de duas histórias diferentes, mas que me trouxeram lições interessantes.


CASO #1: Terri Schiavo

A remoção da sonda de Terri mexeu com os brios de muita gente. Abriu espaço pra demagogos, fanáticos, religiosos, intelectuais e gente desocupada darem seus pitacos sobre eutanásia. Mais que isso: num raro episódio, houve real ação dentro desse debate tão controverso.
Permitir que alguém em estado terminal/vegetativo se vá é um gesto de generosidade ou covardia? Não sei.

O fim de Terri me pareceu honesto e digno, um alívio. Uma máquina prolongava sua existência (se eu quiser dar uma de cartesiana, vou ter que rever essa frase, hahaha) e deixá-la ir foi de alguma forma um exercício de desapego e uma chance para um pensamento novo.


CASO #2: o Papa, Sr. Karol Wojtyla

A sonda foi um dos últimos recursos usados por médicos nas tentativas de salvar o papa, que não falava nem comia sozinho em seus dias derradeiros. Não bem o prolongamento de uma agonia, mas uma chance para quem não parecia ter muitas mesmo. Nem por isso deixou-se de tentar - e isso é muito nobre.



Depois olhei para as coisas que estão murchando, desvanecendo-se na minha vida, dentro e fora de mim. Preciso de bom senso, de força, de intuição, inteligência e, acima de tudo, de fé para escolher quais delas merecem uma sonda, a chance da sobrevida - para dar certo ou não. Ah, sim: muita paciência para ver que rumo cada uma delas vai tomar.


As outras, bem... Outras coisas precisam morrer mesmo, para que haja reflexão, para que novas alternativas tenham uma oportunidade, para que sopre a renovação. Apesar de as crianças de agora serem os velhos de ontem, que coisa maluca.


Eu aqui, no meu leito muito azul, aguardo.

coisas da JAMILA MAIA - 9:51 PM

E fez-se o verbo:

_________________________________________________

JAMILA MAIA
23 primaveras/cor-de-flicts/brasileira
superior incompleto, dane-se
solteira que não reclama
cantora e professora particular
fazendo yoga
(se)descobrindo (n)a umbanda



Fale com ela


[ os blogs dos outros ]


::Essência Interior::

.:Quero ser Jeanne Moreau:.

::Colher::

::24 HOUR PARTY PEOPLE!::

::groselha descontrol::

::Trash it up::

::Sangue de Bairro::

::Motel do Inferno::

::Fulerus Filmes::

::O Mundo Muderno::

::Agreste::

::Meio Ambiente Urgente::

::Mudança de Ventos::

::Tábua de Marés::

::Vindaloo::

.:NimbyPolis:.

.:Folha Caída:.

.:Balaio Vermelho:.

.:100sal:.

.:Ofícios do Ócio:.

.:Trilha Sonora:.

.:Olha aqui!:.

.:policromia:.

.:Fator C.a.o.s:.

.:Em Processo:.



[ sites ]

Compre o CD de uma das minhas bandas AQUI!

Sonora Desenvolvimento Artístico

Yoga Tradicional

DFilm Moviemaker!

PEA - Projeto Esperança Animal

Adote um gatinho

Kiss this Guy

Museu da Pessoa

SPTrans



Arquivo


Créditos